ainda das indispensáveis. Portanto, no meio das trevas exteriores, fui iluminada interiormente... Naquela época, empolguei-me pelos mais feios e mais desajeitados objetos e foi com alegria que vi terem tirado a moringa bonitinha da nossa cela, substituindo-a por uma grande toda desbicada... Fazia também muitos esforços para não me desculpar, sobretudo com a nossa Mestra, a quem não queria ocultar coisa alguma; eis minha primeira vitória. Não é grande, mas custou-me muito. Um pequeno vaso colocado atrás de uma janela foi encontrado quebrado. Pensando que fosse eu quem o largara ali, mostrou-o para mim dizendo que eu deveria ter mais cuidado. Sem dizer uma só palavra, beijei a terra e prometi ter mais ordem no futuro. Devido à minha falta de virtude, essas pequenas práticas custavam-me muito e precisava pensar que, no juízo final, tudo seria conhecido, pois pensava: quando se cumpre com sua obrigação, sem se desculpar nunca, ninguém toma conhecimento; pelo contrário, as imperfeições aparecem logo... Cultivava sobretudo a prática das pequenas virtudes, não tendo facilidade para praticar as grandes; gostava de dobrar os mantos esquecidos pelas irmãs e prestar-lhes todos os pequenos serviços que podia. Foi-me dado também o amor pela mortificação, foi grande na medida em que nada me era permitido para satisfazê-lo... A única pequena mortificação que eu fazia no mundo, a de não me encostar quando sentada, foi-me proibida devido à minha tendência a ficar curvada. Aliás, meu entusiasmo não teria durado muito se me fosse permitido praticar muitas mortificações... Aquelas que me eram concedidas, sem eu pedir, tinham por finalidade mortificar meu amor-próprio, o que me causava um bem maior do que as penitências corporais... O refeitório onde fui prestar serviço logo após minha tomada de hábito propiciou-me diversas ocasiões para colocar meu amor-próprio no seu devido lugar, debaixo dos pés... Verdade é que tinha a grande consolação de estar no mesmo serviço que vós, Madre querida, de poder contemplar de perto vossas virtudes; mas essa aproximação era motivo de sofrimento, não me sentia como outrora, livre para vos dizer tudo; tinha de observar a regra, não podia abrir para vós a minha alma, enfim, estava no Carmelo e não nos Buissonnets, no lar paterno!... Porém, Nossa Senhora ajudava-me a preparar o vestido da minha alma. Logo que foi terminado, os obstáculos sumiram. Sua Excelência expediu-me a permissão solicitada, a comunidade aceitou receber-me, e minha profissão foi marcada para
de setembro... O que acabo de escrever em resumo precisaria de muitas páginas para
Informações adicionais serão incluídas em breve.