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História de uma Alma

Santa Teresinha do Menino Jesus (Tradução de 1906)

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brisa parecida àquela que nosso Pai santo Elias ouviu na montanha... Quantas graças pedi naquele dia!... Sentia-me verdadeiramente Rainha, e aproveitei do meu título para liberar cativos, obter favores do meu Rei para com seus súditos ingratos, enfim, queria libertar todas as almas do purgatório e converter os pecadores... Rezei muito por minha Madre, minhas irmãs queridas... pela família toda, mas sobretudo por pneu paizinho tão provado e tão santo ... Ofereci-me a Jesus, a fim de que cumprisse perfeitamente em mim a sua vontade sem que nunca as criaturas impusessem obstáculos... Esse belo dia, à semelhança dos mais tristes, passou, sendo que os mais radiantes também têm o dia seguinte. Mas foi sem tristeza que depositei minha coroa aos pés de Nossa Senhora, sentia que o tempo não levaria embora a minha felicidade... Que festa bonita foi a da Natividade de Maria para vir a ser a esposa de Jesus! Era a pequena Santíssima Virgem que apresentava sua pequena flor ao menino Jesus... Naquele dia, tudo era pequeno, fora as graças e a paz que recebi, fora a alegria calma que senti de noite ao olhar as estrelas brilharem no firmamento, pensando que em breve o belo Céu iria se abrir para meus olhos maravilhados e poderia unir-me a meu Esposo no seio de uma alegria eterna... No dia 24, houve a cerimônia da minha tomada de véu. Foi inteiramente coberta de lágrimas... Papai não estava para abençoar sua rainha... O padre estava no Canadá... Sua Excelência, que devia vir e almoçar na casa do meu tio, ficou doente e não veio, enfim, tudo foi tristeza e amargura... Porém, a paz, sempre a paz encontrava-se no fundo do cálice ... Naquele dia, Jesus permitiu que eu não pudesse segurar as lágrimas, que não foram compreendidas ... de fato, eu tinha suportado sem chorar provações muito maiores, mas então era ajudada por uma graça poderosa. No dia 24, pelo contrário, Jesus deixou-me entregue às minhas próprias forças e mostrei como eram pequenas. Oito dias depois da minha tomada de véu, houve o casamento de Joana. Dizer-vos, querida Madre, como seu exemplo me instruiu a respeito das delicadezas que uma esposa deve prodigalizar ao esposo ser-me-ia impossível. Escutava ávida tudo o que eu podia aprender, pois não podia fazer menos por meu Jesus amador" do que Joana por Francis, criatura sem dúvida muito perfeita, mas criatura!... Brinquei de compor um convite para compará-lo ao dela. Eis como era: Convite para o Casamento de irmã Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face

O Deus todo-poderoso, Criador do céu e da terra, soberano Dominador do mundo, e a Gloriosíssima Virgem Maria,O senhor Louis Martin, Proprietário e Rainha da Corte Celeste, têm oDono dos Senhorios do Sofrimento e prazer de vos participar oda Humilhação, e a Senhora Martin, casamento do seu Augusto FilhoPrincesa e Dama de Honra da Corte Jesus, Reis dos Reis e Senhor dosCeleste, querem vos anunciar o Senhores, com a Senhorita Teresacasamento de sua Filha, Teresa, com Martin, agora Senhora PrincesaJesus, o Verbo de Deus, segunda dos reinos trazidos em dote peloPessoa da Adorável Trindade, que, por seu divino Esposo, a saber: aobra do Espírito Santo, se fez Homem Infância de Jesus e sua Paixão,e Filho de Maria, a Rainha dos Céus. sendo seus títulos: do Menino Jesus e da Sagrada Face.

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