Em Roma, Jesus furou seu brinquedinho. Queria ver o que havia dentro e, depois de ver, contente com sua descoberta, deixou cair sua pequena bola e adormeceu... Que fez durante o sono e que foi feito da bola deixada de lado?... Jesus sonhou que continuava brincando com sua bola, deixando-a e retomando-a, e que, depois de deixá-la rolar muito longe, a apertou no seu coração, não permitindo mais que se afastasse de sua mãozinha... Compreendeis, querida Madre, quanto a pequena bola ficou triste ao ver-se largada... Mas eu não deixava de esperar contra toda a esperança. Alguns dias após a audiência com o Santo Padre, papai foi visitar o bom irmão Simião e lá encontrou o padre Révérony, que se mostrou muito amável. Papai censurou-o, brincando, por não me ter ajudado no meu difícil empreendimento e contou a história da sua Rainha ao irmão Simião. O venerável ancião escutou o relato com muito interesse, tomou notas até, e disse com emoção: "Isso não se vê na Itália!" Creio que essa entrevista causou muito boa impressão no padre Révérony. A partir dela, não deixou mais de me provar estar finalmente convicto da minha vocação. No dia seguinte ao dia memorável, tivemos de partir cedo para Nápoles e Pompéia. Em nossa honra, o Vesúvio fez-se barulhento o dia todo, trovejando e deixando escapar uma coluna de grossa fumaça. Os vestígios que deixou sobre as ruínas de Pompéia são apavorantes, mostram o poder de Deus: "Ele que com um olhar faz tremer a terra, e a seu toque os montes fumegam..." Teria gostado de andar sozinha no meio das ruínas, sonhar com a fragilidade das coisas humanas, mas o número de visitantes tirava grande parte do encanto melancólico da cidade destruída... Em Nápoles, foi o contrário. O grande número de carros de dois cavalos tornou magnífico nosso passeio ao mosteiro San Martino, situado numa alta colina que domina a cidade. Infelizmente, os cavalos que nos levavam tomavam o freio nos dentes e, mais de uma vez, pensei ver chegar minha última hora. Embora o cocheiro repetisse constantemente a palavra mágica dos condutores italianos: "Appipau, appipau...", os cavalos queriam derrubar o carro. Enfim, graças à ajuda dos nossos anjos da guarda, chegamos ao nosso hotel. Durante toda a viagem fomos alojadas em hotéis principescos, nunca tinha estado cercada de tanto luxo; vem ao caso dizer que a riqueza não traz a felicidade. Pois teria sido mais feliz numa choupana, com a esperança do Carmelo, do que no meio de lambris dourados, escadas de mármore branco, tapetes de seda, e com amargura no coração... Ah! senti-o muito bem: a felicidade não está nos objetos que nos cercam, está no mais íntimo da alma. Pode ser gozada tanto numa prisão como num
Informações adicionais serão incluídas em breve.