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História de uma Alma

Santa Teresinha do Menino Jesus (Tradução de 1906)

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mim, devido aos estudantes dos quais está repleta e que formavam uma barreira quando tínhamos a infelicidade de sair a pé, e, sobretudo, por causa de pequena aventura que me aconteceu com um deles. Foi com alegria que rumei para Loreto. Não me surpreendeu que Nossa Senhora tenha escolhido esse lugar para transportar sua casa abençoada. A paz, a alegria, a pobreza reinam soberanamente; tudo é simples e primitivo, as mulheres conservaram o gracioso traje italiano e não adotaram, como em outras cidades, a moda parisiense. Enfim, Loreto encantoume! Que direi da casa abençoada?... Ah! minha emoção foi profunda ao me ver sob o mesmo teto que a Sagrada Família, a contemplar os muros nos quais Jesus fixara seus divinos olhos, pisando a terra que são José molhou com seus suores, onde Maria carregara Jesus em seus braços depois de tê-lo carregado no seu seio virginal... Vi o quartinho onde o anjo desceu para perto da Santíssima Virgem... Coloquei meu terço na tigelinha do Menino Jesus... Como essas recordações são maravilhosas!... Nosso maior consolo foi receber Jesus em sua própria casa e ser seu templo vivo no lugar que Ele honrou com sua presença. Segundo um costume da Itália, o santo cibório só se conserva, em cada igreja, sobre um altar, e somente aí se pode receber a santa comunhão. Esse altar encontra-se na própria basílica onde está a casa abençoada, guardada como um diamante precioso num estojo de mármore branco. Isso não nos agradou, pois queríamos comungar no próprio diamante, não no estojo... Com sua cordialidade habitual, papai fez como todos os outros, mas Celina e eu fomos encontrar um sacerdote que nos acompanhava em todo lugar e que, naquele momento e por um privilégio especial, se preparava para celebrar missa na casa abençoada. Pediu duas pequenas hóstias que colocou na patena junto à grande e compreendeis, Madre querida, com que êxtase comungamos, as duas, nessa casa abençoada!... Era uma felicidade toda celeste que as palavras não podem expressar. Como será então quando recebermos a santa comunhão na eterna morada do Rei dos Céus?... Não mais veremos terminar a nossa felicidade, não haverá mais a tristeza da partida e, para levar uma lembrança, não será mais necessário raspar furtivamente as paredes santificadas pela presença divina, sendo que a casa dele será nossa para a eternidade... Não quer nos dar a da terra, contenta-se em mostrá-la a nós para nos fazer amar a pobreza e a vida oculta. A morada que Ele nos reserva é seu palácio de glória onde não mais o veremos oculto, sob a aparência de uma criança ou de uma hóstia branca, mas tal como é, no seu esplendor infinito!!!... É de Roma, agora, que me resta falar, Roma, meta da nossa viagem, lá onde acreditava encontrar o consolo, mas onde encontrei a cruz!... À

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