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História de uma Alma

Santa Teresinha do Menino Jesus (Tradução de 1906)

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pedras, voltamos em direção aos muros em ruína a fim de refazer em sentido inverso a nossa perigosa trajetória. Vendo-nos tão felizes, papai não pôde chamar a nossa atenção e vi que estava feliz pela nossa coragem... Deus protegeu-nos visivelmente, pois os romeiros não tomaram conhecimento da nossa escapada, estando afastados de nós, ocupados a olhar as magníficas arcadas onde o guia fazia observar "as pequenas cornijas e os cupidos fixados em cima". Portanto, nem ele nem "os senhores padres" conheceram a alegria que enchia nossos corações... As catacumbas deixaram também em mim uma suave impressão: são exatamente como eu as imaginava ao ler sua descrição na vida dos mártires. Depois de ter passado parte da tarde ali, parecia-me ter entrado poucos minutos antes, tão perfumada me parecia a atmosfera que se respira... Era preciso levar algumas recordações das catacumbas. Deixando a procissão se afastar um pouco, Celina e Teresa penetraram juntas até o fundo do antigo túmulo de santa Cecília e pegaram terra santificada pela sua presença. Antes da minha viagem a Roma, eu não tinha por essa santa devoção especial, mas ao visitar sua casa transformada em igreja, o lugar do seu martírio, informada que fora proclamada rainha da Harmonia, não por causa da sua bela voz nem do seu talento musical, mas em memória do canto virginal que fez ouvir a seu Esposo Celeste escondido no fundo do seu coração, senti por ela mais do que devoção: uma verdadeira ternura de amiga... Passou a ser minha santa predileta, minha confidente íntima... Tudo nela me extasia, sobretudo seu desprendimento, sua confiança ilimitada que a tornou capaz de virginizar almas que nunca desejaram outras alegrias que as da vida presente... Santa Cecília é parecida com a esposa dos cânticos. Nela vejo "um coro num campo de exército...". Sua vida não foi senão um canto melodioso em meio às maiores provações, e isso não me é estranho, sendo que "o Evangelho sagrado repousava sobre seu coração!" e que em seu coração repousava o Esposo das Virgens!... A visita à igreja Santa Inês foi também muito doce para mim. Era uma amiga de infância que ia visitar na própria casa. Falei-lhe muito tempo de quem leva tão bem o nome e fiz tudo o que pude para obter uma relíquia da angélica padroeira da minha Madre querida a fim de lhe trazer, mas foi-nos impossível conseguir senão uma pedrinha vermelha que se desprendeu de um rico mosaico cuja origem remonta ao tempo de santa Inês e que ela deve ter olhado muitas vezes. Não era delicado por parte da santa dar-nos, ela própria, o que procurávamos e que nos era proibido pegar?... Sempre considerei o fato como uma delicadeza e

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